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Mitos e Verdades da Nutrição Esportiva.

Mitos e Verdades da Nutrição Esportiva.

A preocupação excessiva com a estética é um viral da sociedade moderna, ainda mais quando o assunto é o próprio físico. São tantos produtos, teorias de como emagrecer, remédios, novas formas de se exercitar e tratamentos revolucionários para alcançar ‘o corpo dos sonhos’, que fica fácil se confundir sobre o que é certo ou não na hora de perseguir um novo visual.

Segundo Luciane Félix, nutricionista esportiva e clínica funcional há nove anos, existem muitos mitos que relacionam a alimentação correta para quem quer atingir um objetivo com a malhação – seja emagrecer ou ganhar massa muscular. O primeiro deles diz respeito a fazer exercícios em jejum “Muitas pessoas malham em jejum achando que vão queimar mais gordura. Isto, além de não ser verdade, é risco para quem pratica, a pessoa pode sofrer uma hipoglicemia [baixa de açúcares no sangue] durante o treino, se sentir fraco e até
desmaiar. E também pode fazer a pessoa perder massa muscular” alerta a profissional.

Outro erro comum cometido ocorre logo após o treino, quando muitos simplesmente deixam de fazer a refeição pós-treino, de extrema importância. Luciane diz que é essencial se alimentar logo após os exercícios físicos, durante o tempo que chama de “janela da oportunidade” – período de até duas horas após o término das atividades físicas - “Depois de realizar esforço, nosso corpo precisa de reposição de glicogênio muscular e hepático, isso se adquire se alimentando. Se a pessoa pula esta refeição, mais tarde sentirá um apetite ainda maior, que pode levá-la a ingerir comidas mais pesadas como massas, por exemplo”, explica a nutricionista.

Mas se engana quem pensa que o carboidrato tem que ser evitado a todo custo. “Achar que só tem que comer proteína também é um equívoco. Quando realizamos atividades físicas, nosso corpo necessita repor energia e fibra muscular. A combinação ideal para adquirir isto é dar uma balanceada entre proteína e carboidrato, principalmente após os treinos”.

O estudante de Comércio Exterior Marcus Vinícius Oliveira, 20 anos, nunca consultou um profissional, mas garante que não cai em armadilhas e mitos da nutrição esportiva. “Claro que é importante a ajuda de uma profissional, mas as pessoas que tem muita experiência na área, que malham há muito tempo, também podem ajudar”. Ele conta que no começo da musculação não se alimentava direito, mas começou a se preocupar com isso quando quis aumentar sua massa muscular. Há dois anos Marcus começou a malhar e confessa que já ganhou 20 kg de músculos, fruto de muito esforço e consultas aos amigos mais experientes, além de pesquisar sobre o tema na internet: “Vejo vídeos sobre o assunto, de especialistas, nutricionistas esportivos que falam sobre alimentação correta e suplementação, por exemplo”.

Luciane alerta para os perigos de “fórmulas mágicas”, que segundo ela não existem. Ela salienta que os bons resultados estéticos são a combinação perfeita entre a prática de exercícios e alimentação de forma correta. É que cada indivíduo reage de um modo aos exercícios. Além disso, a suplementação indicada somente por especialistas é um poderoso aliado para quem quer ganhar massa muscular: “É preciso fazer exames para se certificar que o organismo vai suportar os suplementos e a rotina de exercícios. São testes para conferir a funcionalidade de órgãos como rins e fígado, essenciais para metabolizar a suplementação”.

A nutricionista também chama atenção para outro mito que circula no senso comum. O de que as distorções de imagem só acontecem com mulheres. Ela revela que os homens estão cada vez mais insatisfeitos com a própria aparência. “Cada dia mais eu recebo homens com um distúrbio chamado vigorexia nervosa. São jovens com distúrbio de auto-imagem, que querem ser cada vez mais fortes e não se vêem como realmente são” revela.

Marcus diz que ainda não está satisfeito com o corpo que tem, mas garante que cometa exageros com o próprio corpo: “Eu tenho objetivos, quero ser fisiculturista, então tenho que me empenhar mesmo. Tenho que chegar a um determinado peso para conseguir competir. Faço tudo com muita determinação, já mudei muitos hábitos para conseguir realizar meu objetivo. Não bebo, não saio, me alimento bem, durmo cedo, é um outro estilo de vida” argumenta o estudante.


Assim como Marcus, o fisiculturista Rodrigo Bogeá também começou a malhar cedo, aos 17 anos. Os treinos ficaram mais intensos quando ele decidiu, há dois anos, que queria esculpir o corpo para disputar competições. Hoje, aos 23, divide os tempos do treino com a faculdade de Educação Física. E chama a atenção para os erros mais comuns de quem começa a malhar: “Não dar devida importância à alimentação e ter pressa na busca por resultados sem obter conhecimento e experiência”.


Para Rodrigo, a rotina de atleta não é feita só de renúncias. Ele confessa que come sem se impor tantas restrições, exceto na época dos campeonatos: “Só faço sacrifícios no período de ‘secar’ para competir, quando coisas como refrigerante, açúcar e doces não são permitidas. Mas fora dessa época é mais tranquilo”, garante.

O fisiculturista conta que, no início, pesava 85 kg. No auge dos treinos, alcançou respeitáveis 140 kg. Frequentemente, muitos amigos e conhecidos pedem a ele conselhos sobre exercícios, alimentação e suplementação, principalmente após suas participações em torneios. Apesar disto, Rodrigo acredita que a ajuda profissional é de extrema importância. Por isso, é acompanhado por um profissional da nutrição e também por professor de Educação Física.

Além dos cuidados com a alimentação, o fisiculturista também demonstra determinação – ingrediente comum e necessário a todos os atletas de competição, de qualquer modalidade que seja. Ele afirma estar motivado a melhorar, crescer e ficar mais forte até chegar à perfeição estética pelo fisiculturismo, embora garanta que já está muito satisfeito com o próprio copo.

Fonte: http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_43/2011/02/23/ficha_saudeplena_nutricao/id_sessao=43&id_noticia=35177/ficha_saudeplena_nutricao.shtml
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