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Pela primeira vez na Argentina, santista Valmir Nunes busca vitória em corrida de 6 horas.

Pela primeira vez na Argentina, santista Valmir Nunes busca vitória em corrida de 6 horas.

Imagine correr seis horas seguidas em ritmo forte, dando voltas numa pista de 400 metros? Para o ultramaratonista santista Valmir Nunes a tarefa é até, digamos, tranquila, visto que em 2003 ele alcançou incríveis 273,8 km, sem parar, durante 24 horas, também numa pista de atletismo em Taiwan, para alcançar o recorde das Américas.

Neste domingo (6), ele corre a Ultramaratona de Buenos Aires, na Argentina, no Complexo Parque Sarmiento, optando pelas seis horas. Será a primeira vez que ele compete na Argentina e

“Eu tenho a segunda melhor marca do Mundo, com 95 km. Pretendo correr em torno de 80 a 85 km. Será um ótimo treino para as 24 Horas de Taiwan, em dezembro”, ressalta o bicampeão mundial dos 100 km e dono de diversos recordes, como a Badwater, considerada a corrida mais difícil do mundo, no Deserto do Vale da Morte, nos Estados Unidos.

Valmir também destaca que a participação na prova também é uma homenagem ao proprietário da Memorial, Pepe Altstut, seu patrocinador principal há 20 anos. “Não poderia me aposentar sem correr na Argentina. Será uma homenagem ao Pepe, que é argentino e sempre investiu no esporte, ama Santos e sempre me apoiou. Neste mês, completo 20 anos de Memorial. Também treino alguns corredores de ultramaratona na Argentina e há uma grande expectativa da minha participação”, afirma Valmir Nunes, que junto com a Memorial, tem o patrocínio da Brooks.

Com a aposentadoria anunciada somente para janeiro de 2016, quando completar seus 50 anos de idade, Valmir Nunes espera ainda correr vários desafios. Este ano, ele conquistou mais uma marcante vitória, nos Estados Unidos, completando 100 milhas (160,93 km) na neve.

Acostumado a enfrentar duros desafios, alguns qualificados como insanos, como a Badwater, com 217 km no Deserto do Vale da Morte, ao calor de mais de 50 graus, Valmir acumula mais de 30 títulos e, somando-se os pódios, são cerca de 50 conquistas internacionais ao longo dos 21 anos de corridas de longa distância, as ultramaratonas.

Entre as grandes vitórias estão a Spartathlon (246 km), na Grécia, em 2001, e a Badwater, em 2007. Também foi bicampeão mundial dos 100 km, em 1991, na Itália, e 95, na Holanda. Foi o recordista mundial dos 100 km, com 6h18min09s, de 95 a 98, recordista das Américas em 24 horas, com 273,8 km percorridos no período, e o mais rápido da Badwater, 22h51min29s.

Outras conquistas marcantes foram o bicampeonato na Prova Pico Subida de Veleta, na Espanha, com 50 km só de subida íngreme; e os 100 KM de Nova Iorque, em 1993. “Ganhei todas as provas que sonhei e algumas que nem imaginava”, conta Valmir.

ESPOSA– E a paixão por corridas, sobretudo de longa distância, é de família. Kelly Nunes, mulher de Valmir, também aderiu às ultramaratonas, depois de tanto acompanhar, apoiar e sofrer nas corridas do marido. Pela terceira vez, ela completou o desafio “solo” dos 75 km da Maratona Bertioga-Maresias. Mais do que terminar bem a dura corrida, ela assegurou sua meta, baixando nove minutos sua marca anterior, cruzando a linha de chegada em 8 horas e 53 minutos. Em quase todo o percurso, Valmir estava lá, ao seu lado, dando todo o suporte. A corrida é, literalmente, a vida nessa família.

Fonte: www.fmanoticias.com.br
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