Runnersp
Login:
Senha:
  |  

Marílson é principal destaque do Brasil nas provas de fundo do Pan de Guadalajara

Marílson é principal destaque do Brasil nas provas de fundo do Pan de Guadalajara

Atleta do Clube BM&FBOVESPA tem índice para os 10.000 m; sete fundistas da equipe (4 homens e 3 mulheres) estão na pré-lista da seleção

São Paulo - Marílson Gomes dos Santos é o destaque da pré-lista da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), nas provas de fundo, para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México - a modalidade será disputada de 23 a 30 de outubro. Bicampeão da Maratona de Nova York e tricampeão da São Silvestre, Marílson é um dos seis integrantes do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA na lista da seleção - tem índice e é o primeiro do ranking nos 10.000 m. A pré-convocação inclui mais três atletas do Clube no grupo masculino: Jean Carlos da Silva, na maratona, Joílson Bernardo da Silva, nos 5.000 m, e Hudson Santos de Souza, nos 3.000 m com obstáculos. E ainda Fabiana Cristine da Silva, nos 1.500 m e 5.000 m, Cruz Nonata e Simone Alves da Silva, nos 5.000 m e 10.000 m.

Ricardo D’Angelo, técnico-chefe da equipe do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA e da seleção brasileira, acha que todos os fundistas do País têm chances reais de trazer medalhas do Pan. "O Brasil tem tradição nas provas de fundo em Pans. Vamos competir contra bons fundistas do México - o país tem uma boa nova geração de corredores em pista - e os norte-americanos, além de um bom equatoriano, nos 10 mil metros (Byron Piedra). Mas eu considero que todos os nossos fundistas estão na zona de medalhas, nas provas masculina e feminina."

Marílson já conquistou quatro medalhas em Pan-Americanos - duas de prata nos 10.000 m e duas de bronze nos 5.000 m, em Santo Domingo/2003 e no Rio de Janeiro/2007. O fundista obteve o índice no Desafio Internacional Olímpico, em maio, quando correu os 10.000 m em 28min09s24, melhor marca de sua carreira na cidade.

"Os 10.000 m serão uma prova dura, tanto pela altitude de Guadalajara como pela presença dos mexicanos, que são muito bons. Mas o Marílson está numa boa temporada, vai poder brigar pelo ouro", acredita o técnico Adauto Domingues. A meta do fundista é correr uma maratona rápida no segundo semestre e garantir o índice para os Jogos Olímpicos de Londres/2012.

Nesta temporada, Marílson já superou sua própria marca na Maratona de Londres, em abril, com 2h06min34 - o tempo anterior, de 2007, era de 2h08min37. Em maio, também bateu o recorde dos 10 km Tribuna FM-Unilus, vencendo a prova com 27min59, abaixo dos 28min01 feitos por Vanderlei Cordeiro de Lima, padrinho da equipe BM&FBOVESPA, em 1997. E completou os 21,097 km da Meia Maratona de Nova York em 1h01min23.

Trabalho contra condições adversas

D’Angelo observou que o Brasil terá de enfrentar condições adversas nas provas de fundo, mas vai se preparar para isso. "Guadalajara está a 1.600 metros de altitude. Vamos procurar diminuir essa dificuldade com trabalho. A altitude facilita a vida dos mexicanos." Mas, por outro lado, Ricardo observa que são provas táticas. "Em provas de fundo o componente tático é muito importante e isso deixa a prova em aberto, o que é bom."

Para D’Angelo, o Pan-Americano é bem importante para os atletas brasileiros, uma espécie de rito de passagem para eventos como Mundiais e Olimpíadas. "No Pan, o atleta encontra grande resposta, sobretudo da opinião pública, quando faz boas marcas, ganha medalhas."

O prazo final para a obtenção de índices e para que saia a lista final da seleção brasileira que vai ao México é dia 28 de agosto. Mas o maratonista Jean Carlos da Silva já está convocado oficialmente. Por ser uma prova longa - 42km195m -, que se corre com menor freqüência, o prazo para a obtenção de índices terminou em maio. "Embora ele já tenha de 28 para 29 anos, ainda é novo em maratonas, tem poucas corridas no currículo. Ainda temos a questão da altitude, de ser prova tática... Mas o Brasil tem tradição e essas condições colocam todos os atletas na mesma posição. O que o Jean pode conseguir é uma incógnita. Vamos trabalhar para colocar os atletas em forma."

O tempo feito por Jean Carlos (2h15min24) na Maratona de Amsterdã, em outubro de 2010, também é índice para o Mundial de Atletismo de Daegu (a marca fixada pela CBAt e que deveria ser feita até 8 de maio, é 2h16min13). Hudson Santos de Souza também fez índice para o Pan-Americano ao vencer os 3.000 m com obstáculos do GP de Uberlândia, em maio, com 8min39s16. Correu abaixo do índice novamente no Sul-Americano de Buenos Aires, em junho (fez 8min36s53 e o índice é de 8min39s66). Joílson Bernardo da Silva fez o índice nos 5.000 m, com 13min36s89, no GP de Fortaleza, em maio (terminou em quarto), e melhorou sua marca pessoal ao fazer 13min31s79, no Nijmegen Global Athletics, Holanda, em 25 de maio.

O Clube de Atletismo BM&FBOVESPA integra o Instituto BM&FBOVESPA e tem parceria com o Pão de Açúcar e a Prefeitura de São Caetano e apoio da Nike.

Conheça amanhã o grupo feminino de fundistas do Clube BM&FBOVESPA na pré-lista do Pan.

Mais informações: www.clubedeatletismo.com.br e www.clubedeatletismo.org.br

Siga a LOCAL no Twitter: http://twitter.com/localcomunica

LOCAL DA COMUNICAÇÃO - Heleni Felippe (MTB 13.507), Jane Dias (MTB 11.730) e Juliana Leite; e-mails: heleni@localcom.com.br, jane@localcom.com.br; juliana@localcom.com.br
Produção e Organização de Eventos Esportivos - Consulte-nos