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Não corra da dieta: contorne a sensação de fome em dias mais frios

Não corra da dieta: contorne a sensação de fome em dias mais frios.

Basta cair um pouco a temperatura e já bate aquela preguiça. Mas pior que isso é a sensação de fome em dias mais gelados. Parece que o organismo precisa de comida o tempo todo para ficar saciado. Para o corredor de rua, que já deve enfrentar as dificuldades causadas pelo frio no treinamento ao ar livre, como contornar também o desejo por alimentos mais calóricos?

Maída Novaes descobriu os prazeres da corrida ao ar livre em fevereiro deste ano. Assídua frequentadora do grupo de corrida TPM - Treinamento para Mulheres -, a empresária confessa que foi difícil segurar a dieta em julho:

- Comida, bebida, muito vinho, gosto de cozinhar. Não tirei férias da corrida, mas está mais friozinho e a maioria das pessoas está mais disponível pelas férias. Eu ainda não sei o tamanho do estrago.

A corredora voltou com força total em agosto e já reduziu suas porções diárias de comida, passou a comer de três em três horas e diminuiu a refeição noturna.

A diretora técnica do grupo, que tem sua base na cidade de São Paulo, Adriana Piacsek, reconhece que é difícil permanecer na dieta em épocas frias, já que a sensação é de que o organismo precisa de combustível para manter sua temperatura corporal. Além disso, o frio, de acordo com a treinadora, espanta as alunas, principalmente as da turma da noite, que chegam a praticar exercícios, nesta época do ano, a uma temperatura de 12ºC com um ventinho bem gelado.

Mas, antes de perder o controle e sair da dieta, vale entender quais alterações são provocadas pelo frio no nosso organismo.

- Em baixas temperaturas, o corpo aumentaria em 10% o gasto metabólico dele. Mas hoje não ficamos no frio por que usamos roupas especiais, que esquentam. Quando esfria, se bebe menos líquido e isso engana a fome. Tem também a necessidade de coisas mais quentes para se aquecer, mas a fome seria mais psicológica que biológica – diz a nutricionista Cristiane Perroni.

Não há necessidade, portanto, de o organismo consumir mais calorias, já que o corpo não precisa delas para permanecer aquecido, ainda mais quando se trata de Brasil, onde grande parte das regiões não possui inverno de fato rigoroso. E mesmo que falemos de temperaturas bem baixas, o aumento do consumo calórico deve ser de apenas 10%, segundo a nutricionista, o que numa dieta de 1200 calorias por dia sairia no total de apenas 120. Certamente, valor muito menor que o contido naquele chocolate quente caprichado acompanhado de um bolinho.

Se os corredores não podem comer mais quando o frio chega, vencer a fome psicológica e adquirir pique para treinar é possível. A nutricionista sugere como estratégia aumentar o consumo de estimulantes naturais: os alimentos termongênicos, como gengibre, cafeína, chocolate, etc. Tudo dentro do controle. Além disso, aumentar o número de refeições pode ser uma forma de enganar a fome e também trocar alimentos frios da salada por outros também de baixa caloria, mas quentinhos, como os cozidos, os refogados, os suflês light, etc. E o mais importante:

- Ter cuidado com a ingestão de água, pois sentimos menos sede e podemos nos desidratar, principalmente, nos treinos mais longos. Treinos acima de 10 km, uso de carboidrato gel ou isotônicos e água a cada 3 km, para retardar a fadiga e não esgotar os estoques de glicogênio muscular. Se correr 14 km, use o gel na metade do percurso.

Não deixe que a preguiça e as desculpas venham com o frio. Beba bastante líquido, alongue-se com cuidado e é hora da corrida.

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