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Correndo das lesões

Correndo das lesões

Correr é uma excelente atividade física. Entre diferentes adaptações, a corrida promove uma série de benefícios cardiovasculares e estruturais no corpo humano, estimula o convívio social e funciona como uma espécie de “terapia da vida diária”. Além disso, pode ser praticada em qualquer lugar e a qualquer hora, sem exigir muitos recursos do praticante. Por tudo isso, nos últimos anos, a corrida tem atraído milhares e milhares de adeptos.

Porém, assim como acontece com qualquer outra atividade, quando praticada em excesso, a corrida pode ter o seu papel alterado, invertendo a relação entre custo e benefício. Entre corredores assíduos, é comum encontrarmos problemas ortopédicos que variam entre pequenas dores musculares até graves problemas ósseos e articulares, muitos dos quais, capazes de ocasionar complicadas cirurgias reparadoras.

Para treinadores e corredores, é imprescindível entender que essas lesões são decorrentes da prática excessiva e podem, portanto, ser extremamente minimizadas com a adoção de algumas medidas preventivas. Entre essas medidas, sem nenhuma dúvida, as mais importantes são:

1) A utilização de um programa de treinamento sem exageros na quilometragem total percorrida a cada semana.

Sabemos que distâncias mais curtas exigem “menos passadas” e, por consequência, um menor número de repetições a cada sessão de treinamento. Além disso, ao gastar menos tempo treinando, os corredores podem maximizar seus períodos de descanso, potencializando as respostas orgânicas de recuperação. Para compensar a escolha de um modelo de treinamento com volumes reduzidos, os treinadores podem programar sessões mais intensas, desenhadas especificamente para cada “tipo” de prova. Essas sessões, que incluem pausas de recuperação entre cada intervalo intenso, constituem o que chamamos de “treinamentos intervalados”. De uma maneira geral, a escolha da duração dos intervalos e das pausas deve seguir padrões pré-estabelecidos pela ciência do treinamento esportivo.

2) A realização de um programa complementar de treinamento de força.

É de amplo e notório conhecimento que um bom programa de “musculação” pode ser capaz de criar músculos mais fortes e resistentes. A boa notícia é que, além dessas conhecidas e positivas modificações no tecido muscular, o treinamento de força também é capaz de aumentar a resistência dos ossos e dos tendões, tornando-nos mais aptos a absorver as múltiplas e repetitivas sobrecargas geradas passada após passada.

Seguindo esses importantes conselhos, é possível enfrentar um longo período de treinamento sem conviver com as incômodas lesões que costumam atormentar os corredores. Claro que essas medidas devem ser gerenciadas por um professor de educação física, único profissional legalmente habilitado a prescrever um programa de treinamento esportivo.

Lembre-se: nenhuma atividade física deve ser iniciada sem a realização de um exame médico específico! Procure um médico de sua confiança! Ele saberá lhe orientar nesse processo!

Com todos esses cuidados, a corrida só trará benefícios à sua saúde e à sua qualidade de vida! E você não precisará trocar sua corrida do dia a dia por uma corrida a um consultório de ortopedia! Isso não lhe parece uma boa ideia?

Forte abraço a todos,
Irineu Loturco Filho
Consultor técnico da área esportiva do Grupo Pão de Açúcar e Diretor Técnico da S2 Esportes.
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