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Como é a alimentação de um atleta?

Como é a alimentação de um atleta?

A alimentação tem um papel chave no rendimento físico e intelectual de qualquer indivíduo, contudo assume ainda maior importância num desportista e sobretudo se estiver já com uma regularidade e intensidade significativas.

O atletismo e modalidades associadas não são excepção, envolvem sobretudo
esforços prolongados (tirando as modalidades de velocidade) que exigem resistência física e psicológica do indivíduo.

O rendimento do atleta pode ser determinado pela constituição das suas reservas energéticas do organismo.
O principal combustível é o glicogénio, presente no fígado e no músculo e que fornece glucose para ser utilizada por órgãos vitais como o cérebro mas também pelos glóbulos vermelhos.
Contudo, um esforço do tipo aeróbio como o dos desportos de resistência, propicia também à utilização das gorduras como fonte de energia. É um metabolismo que exige muito esforço do organismo pelo que normalmente é deixado para segundo plano.
Em estados de crise energética e o corpo precisa de encontrar uma fonte de energia mais fácil do que os ácidos gordos, encontra essa possibilidade nos aminoácidos vindos da proteína que compõe o tecido muscular.

Estes metabolismos explicam a típica composição corporal do maratonista, pouco musculado mas também com muito pouca gordura.

A alimentação influencia sobretudo a correcta constituição das reservas de glicogénio hepático e muscular, mas é igualmente essencial para uma recuperação completa com reparação do tecido muscular danificado e eliminação dos metabolitos tóxicos.

Por, isso os timings mais importantes da nutrição do atleta são:

1. O pequeno-almoço, porque estivemos muito tempo sem comer, as nossas reservas de glicogénio hepático estão completamente gastas e temos um dia pela frente.

Não há nenhuma outra refeição que eleve o metabolismo como o pequeno-almoço, aumenta em cerca de 25% os gastos em repouso.

2. Pré-esforço, obviamente porque é o que determina a nossa energia física e mental para o esforço físico. Embora tudo quanto comemos possa influenciar o rendimento, esta refeição pode ser crítica para uma má prova ou mau treino.

3. Pós-esforço, fundamental para repôr as reservas de glicogénio muscular, reparar os tecidos danificados e repôr água e electrólitos perdidos no suor.


Basicamente,a dieta do atleta deve respeitar algumas regras importantes, tais como:

- Fornecer as calorias necessárias para cobrir as necessidades básicas e do exercício físico. Um valor base seriam 38 a 45Cal/Kg de peso.

Quando se pretende perder peso é preciso baixar este valor mas não cortem sem definir o valor de manutenção, quem inicia raramente sabe quanto precisa por isso mais vale estabelecer uma base.

- Comer hidratos de carbono na ordem dos 6 a 8g/Kg de peso ao longo de todo o dia, é preferível manter 5 a 6 refeições base com quantidades semelhantes do que sobrecarregar o organismo em 2 ou 3. Se for para dar prioridade deve-se insistir nos 3 timings essenciais.

Prefiram hidratos de carbono complexos como cereais integrais, batata (sobretudo doce), massa e arroz integral. Provavelmente terão que evitar o feijão e o grão para não haver flatulência mas as ervilhas e as favas poderão ser mais fáceis de tolerar.

- Moderem a gordura e optem apenas por gorduras saudáveis. Prefiram o peixe à carne e juntem 1 punhado de nozes, amendoas ou amendoins à alimentação diária. São ricas em acidos gordos essenciais e minerais.

- Utilizem legumes mas apenas os que toleram, para evitar alterações digestivas sem renunciar ao valor nutritivo experimentem fazer sopas completamente passadas.

- Escusado será dizer que não devem experimentar alimentos novos antes de uma prova ou treino importante.


Nutricionista Almada/Lisboa

Fonte: http://www.omundodacorrida.com/phpBB2/showthread.php?4481-A-alimenta%C3%A7%C3%A3o-do-atleta
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